
Autópsia aponta que Juliana sofreu fraturas graves e hemorragia interna minutos após cair na cratera; governo federal revoga decreto para custear traslado do corpo.
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Quem era Juliana Marins
Juliana de Souza Pereira Marins, 26 anos, natural de Niterói (RJ), publicitária formada pela UFRJ e dançarina de pole dance. Desde fevereiro, fazia mochilão pela Ásia, passando por Filipinas, Vietnã, Tailândia e, por fim, Indonésia -
O acidente
No dia 20 de junho de 2025, durante trilha de três dias no vulcão Monte Rinjani (3.726 m) em Lombok, Indonésia, Juliana escorregou e sofreu uma queda estimada em 300 metros à noite -
Busca e resgate
No dia 21, um drone operado por turistas e equipes oficiais a localizou cerca de 500 metros abaixo do caminho principal. O resgate enfrentou clima adverso, terreno íngreme, neblina e temperaturas abaixo de 10 °C. Sem possibilidade de uso de helicóptero, as equipes (Basarnas, SAR, e voluntários locais) finalmente resgataram o corpo em 24 de junho, após quatro dias de operação -
Autópsia e causa da morte
Em 26 de junho, o corpo foi levado a Denpasar (Bali) para autópsia. O perito forense Dr. Ida Bagus Putu Alit concluiu que:-
Juliana morreu em cerca de 20 minutos após o impacto
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Sofreu fraturas no tórax, costas, coluna, ombro e coxa, provocando intensa hemorragia interna e danos aos órgãos vitais
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Hipóxia e hipotermia foram descartadas por ausência de sinais típicos (necrose nos dedos)
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Traslado e repercussão política
No mesmo dia (26), o presidente Lula revogou o decreto de 2017 que impedia o custeio de translado de corpos por parte do governo federal. A medida passa a permitir repatriamento em casos como esse, e o Itamaraty recebeu instruções para dar apoio à família. Até então, o pai de Juliana, Manoel Marins, e o município de Niterói haviam se oferecido para arcar com os custos

