
O 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, determinou que todos os profissionais de saúde escalados para atender o ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) assinem um termo de responsabilidade, confidencialidade e sigilo antes de qualquer atendimento na unidade. A medida foi oficializada pelo Memorando 01/2026, expedido pelo comandante em exercício, major Marlos Lourenço de Oliveira.
Segundo o documento, além da assinatura do termo de sigilo, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais integrantes das equipes de saúde passarão por scanner corporal e revista antes do ingresso na unidade, sendo proibida a entrada com armas de fogo, objetos perfurocortantes (exceto instrumentos médicos de emergência) ou itens que representem risco à segurança institucional.
A exigência surgiu após determinação do STF, ministro Alexandre de Moraes, que ordenou a transferência de Bolsonaro para a Papudinha em 15 de janeiro de 2026, garantindo atendimento médico 24 horas por dia devido às necessidades de saúde do ex-presidente. Como a unidade não possui plantão contínuo em seus quadros, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal mobilizou profissionais da rede pública para integrar as escalas de atendimento.
Especialistas afirmam que termos de sigilo e responsabilidade são práticas comuns em situações institucionais que lidam com informações sensíveis, visando proteger a privacidade do paciente e a integridade dos dados clínicos e administrativos.
A medida ocorre em meio ao cumprimento de pena do ex-presidente na Papudinha, seguindo protocolos de segurança reforçados e orientações judiciais do STF, que incluem critérios específicos sobre infraestrutura e acompanhamento de saúde do detido.
Fonte: Agência Brasil (via os principais veículos de notícias sobre política e segurança pública)

