Moradora afirma ter sido agredida por figura peluda em quintal; caso se junta a relatos recentes de mulheres com marcas no pescoço atribuídas a lobisomens no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Na última semana, a comunidade de Paragominas (PA) tomou conhecimento de um caso alarmante: uma mulher relatou ter sido atacada por uma criatura que ela descreve como um “lobisomem”. O episódio ocorreu em um bairro residencial durante a noite, enquanto seu marido estava ausente, em um bar da cidade.
Relato principal: Paragominas, Pará
Segundo a vítima, ao ouvir ruídos no quintal, foi surpreendida por uma figura alta, peluda e de aparência animal. A criatura a perseguiu e tentou agarrá-la, deixando a mulher bastante abalada pelo ataque — embora não existam, até o momento, provas materiais que confirmem qualquer envolvimento sobrenatural.
Casos semelhantes pelo Brasil
Paraná – Quedas do Iguaçu (março de 2025)
Em 14 de março, uma jovem identificada como Mirtes relatou ter sido mantida refém por horas, dentro de casa, por uma criatura descrita como “enorme, peluda e com um olhar muito malicioso”. Ela exibiu marcas visíveis no pescoço supostamente resultado do confronto, até que seus pais retornaram e o “lobisomem” fugiu pela janela. A polícia investiga o caso, e a família reforçou a segurança com grades, câmeras e até cães de guarda.
Mato Grosso do Sul – Iguatemi (fevereiro de 2017)
Em 21 de fevereiro de 2017, a professora Regina de Abreu, 55 anos, dizendo estar em seu carro ao passar por um matagal, foi surpreendida por um “animal horrível com cabeça grande e focinho comprido” que tentou mordê-la no braço. Embora o marido não tenha avistado nada, a polícia registrou boletim e moradores formaram grupos para procurar a suposta criatura.
Contexto e folclore
A figura do lobisomem permeia o imaginário coletivo — na tradição brasileira, acredita-se que homens amaldiçoados se transformam em bestas durante a noite, especialmente na lua cheia, atacando pessoas e animais. A lenda reforça a associação desse ser com mordidas no pescoço e preferência por vítimas femininas, como no caso da moradora do Pará.
Análise e reações
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Sem evidências oficiais: nenhum dos três casos possui confirmação científica ou aparatos forenses conclusivos.
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Medo coletivo: mesmo sem provas, tais relatos geram pânico e levam famílias a adotarem medidas de segurança.
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Ceticismo crescente: muitos atribuem os supostos ataques a animais selvagens — como cães ou lobos-guarás — ou até a distúrbios psicológicos.
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Fenômeno cultural: como observa-se em diversas regiões, histórias de lobisomens frequentemente emergem em contextos rurais e urbanos próximos a matas, ganhando respaldo social ainda que faltem vestígios concretos.
Próximos passos
A polícia de Paragominas ainda não emitiu boletim oficial. A expectativa é que medidas tradicionais como registros formais, entrevistas com a vítima e vizinhos, e busca por provas sejam adotadas nas próximas horas. Enquanto isso, cresce a mobilização local por reforço da vigilância noturna.
Conclusão
O caso de Paragominas reitera um padrão já observado no Brasil: mulheres relatando agressões por seres descritos como lobisomens, frequentemente com marcas no pescoço e em áreas rurais próximas a matas. Há semelhanças marcantes com os relatos de Quedas do Iguaçu e Iguatemi, mas também um viés cultural que mistura medo, tradição e a busca por explicações sensacionais. Até que se apresentem provas, esses episódios continuarão na fronteira entre folclore e realidade — ao mesmo tempo em que mobilizam comunidades e desafiam autoridades.

