Conflito iniciado em junho pode estar próximo do fim, mas Israel ainda não confirmou oficialmente adesão ao acordo.

Em um anúncio que pode marcar o fim de um dos mais tensos episódios do Oriente Médio nos últimos anos, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (23) que um acordo de cessar-fogo entre Irã e Israel foi firmado, com início previsto para a madrugada desta terça-feira (24), no horário de Brasília. O Irã já confirmou adesão ao pacto, enquanto Israel ainda não se manifestou oficialmente.
Segundo Trump, o cessar-fogo será realizado em etapas. O Irã iniciaria a trégua às 1h (horário de Brasília) do dia 24 de junho, e Israel, por sua vez, cessaria os ataques cerca de 12 horas depois. Se todas as condições forem cumpridas, o conflito será encerrado oficialmente 24 horas após o início da trégua.
O acordo contou com a mediação do Catar, que atuou como interlocutor direto entre Teerã e Washington. Fontes iranianas confirmaram à agência Reuters que aceitaram os termos propostos, e que a decisão está condicionada à interrupção total dos ataques por parte de Israel.
O conflito atual começou em 13 de junho, após um ataque do Irã contra o território israelense, evento que ficou conhecido como o início da “Guerra dos 12 Dias”. A escalada continuou até que, em 21 de junho, os Estados Unidos bombardearam instalações nucleares iranianas. Como resposta, o Irã lançou mísseis contra a base americana de Al Udeid, no Catar, no mesmo dia do anúncio do cessar-fogo.
Apesar do avanço diplomático, analistas alertam que o sucesso do cessar-fogo dependerá da adesão israelense e da manutenção do compromisso por ambas as partes. A ausência de uma declaração oficial por parte de Tel Aviv ainda gera incertezas quanto à estabilidade do acordo.
O mundo agora aguarda os próximos movimentos. Se a trégua for respeitada, o Oriente Médio poderá respirar aliviado após quase duas semanas de intensos confrontos.

