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12/04/2018 ás 14h35 - atualizada em 12/04/2018 ás 14h52

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Jonivaldo Castro

Mãe do Rio / PA

Mulher de 64 anos que deu à luz uma menina em BH diz que sofre preconceito
'O que mais tem é o preconceito, principalmente da mulher com outra mulher', contou Norma de Oliveira.
Mulher de 64 anos que deu à luz uma menina em BH diz que sofre preconceito
Norma de Oliveira, que foi mãe aos 64 anos, durante parto de Ana Letícia, em Belo Horizonte (Foto: Origem Fotografia/Divulgação)

Por MG1, Belo Horizonte


12/04/2018 12h51  Atualizado há menos de 1 minuto


O que mais tem é o preconceito, principalmente da mulher com outra mulher. “Acha que a mulher passou de certa idade não pode mais ser mãe”, contou a Norma Maria de Oliveira, de 64 anos, nesta quinta-feira (12), dois dias após dar à luz uma menina na Maternidade Octaviano Neves, no bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.


 

Ana Letícia nasceu prematura de oito meses, com 1,7 quilos e está internada na incubadora. Mãe e filha passam bem, segundo a maternidade. Norma contou que sofre preconceito, mas falou que não se importa. “Já aguentei agora recente esse tipo de preconceito, as mulheres falam assim: nó, tá doida, com essa idade? E eu não ligo pra esse tipo de preconceito, então fiz assim mesmo”, disse.


Norma de Oliveira deu à luz uma menina aos 64 anos (Foto: Reprodução/TV Globo)

Norma passou por uma fertilização in vitro. O óvulo é de uma doadora. Já o espermatozoide é do companheiro de Norma que tem 45 anos.


"Toda gravidez de fertilização in vitro já é uma gravidez de alto risco. Na idade da Norma, mais diferente ainda. A gente que trabalha com gravidez de alto risco já sabe como manipular, dar mais vitaminas. No caso dela eu usei uma substância anticoagulante por causa da idade", explicou a a ginecologista e obstetra Rita de Cássia Amaral.


Norma de Oliveira tentava engravidar desde os 34 anos e disse que chegou a ir pra Índia. "Eu conheci um médico de fertilização e já tinha até adiantado um dinheiro pra fazer a fertilização, mas chegando até a capital da Índia não tinha voo pra essa cidade, dia nenhum. Voltando pro Brasil foi onde eu fiz essa fertilização numa clínica super humana", afirmou.


Hoje, Norma de Oliveira, que é procuradora do município de João Monlevade, contou que se sente realizada. "É um sonho que é alimentado há muito tempo, sempre pensei na profissão e até patrimônio pensando num filho, queria ter um filho e queria que ele não passasse pelas dificuldades que passei. Eu fiz o curso de direito na época da ditadura ainda, principalmente no curso de direito que é mais pra homem, não pra mulher", destacou.


A mãe conseguiu ter a gestação, porque desde o ano passado o Conselho Federal de Medicina autorizou que mulheres acima de 50 anos de idade passassem por inseminação artificial desde que assumisse o risco.


Ainda não há data para que Norma e a filha recebam alta, mas a ginecologista garante que está tudo bem. "A Ana Letícia chegou ao mundo bem, não foi entubada em sala, foi pra UTI só porque é prematura e ela está alternando ar ambiente com pouco oxigênio e está muito bem", relatou Rita de Cássia Amaral.


 

FONTE: g1.globo.com

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