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Nobel de Física vai para Arthur Ashkin, Gérard Mourou e Donna Strickland por pesquisas com laser
Academia Sueca anunciou os três vencedores do prêmio de R$4 milhões nesta terça-feira (02). Ashkin ficou com metade; Gérard Mourou e Donna Strickland, apenas a terceira mulher a vencer o prêmio em Física, dividirão a outra metade.
Nobel de Física vai para Arthur Ashkin, Gérard Mourou e Donna Strickland por pesquisas com laser
Telão mostrou os nomes dos vencedores do Nobel de Física: Arthur Ashkin (EUA), Gérard Mourou (França) e Donna Strickland (Canadá) — Foto: Hanna Franzen / TT News Agency / AFP

Por Lara Pinheiro, G1


02/10/2018 06h54  Atualizado agora


 


Arthur Ashkin, Gérard Mourou e Donna Strickland são os ganhadores do prêmio Nobel de Física deste ano. A Academia Sueca anunciou nesta terça-feira (02) que os três dividirão o prêmio de 9 milhões de coroas suecas, equivalente a R$ 4.098.402.


O americano Arthur Ashkin, 96, foi premiado com metade do valor por sua pesquisa em pinças ópticas e a aplicação delas em sistemas biológicos. O francês Gérard Mourou, 74, e a canadense Donna Strickland dividirão os outros R$ 2 milhões. Eles ganharam por seu método de gerar pulsos de laser supercurtos de alta intensidade, utilizados em cirurgias para os olhos. Donna Strickland é apenas a terceira mulher a vencer o prêmio desde 1903, e a primeira desde a década de 60.


"Obviamente precisamos celebrar as mulheres, porque elas existem, e espero que esse número aumente com uma velocidade maior. Estou honrada em ser uma dessas mulheres", disse Strickland em conferência após o anúncio. Ela ainda era estudante de doutorado quando fez a descoberta, orientada por Mourou.



Gérard Mourou, um dos vencedores do Nobel de Física de 2018, em foto de arquivo — Foto: Jeremy Barande/Ecole Polytechnique via AP


Ashkin inventou pinças ópticas que conseguem agarrar partículas, átomos, vírus e outras células vivas com dedos de raios laser. Ele conseguiu que luzes de laser empurrassem pequenas partículas para o centro do feixo e as segurassem ali. Em 1987, o americano conseguiu capturar bactérias vivas sem danificá-las. As pinças ópticas agora são utilizadas para investigar a "maquinaria da vida", de acordo com a Academia sueca.


Mourou e Strickland desenvolveram "os pulsos de laser mais curtos e intensos já criados pela humanidade", segundo a Academia. A técnica inventada por eles, a amplificação de pulsos (CPA, em inglês), tornou-se o padrão para raios laser de alta intensidade, servindo para cirurgias nos olhos.

Ao ser questionada sobre a quantidade de mulheres nomeadas (as nomeações para o Nobel são mantidas secretas por 50 anos), Olga Botner, membro do comitê, afirmou que "a porcentagem reflete o número de mulheres na ciência há 20 ou 30 anos. O número vem aumentando constantemente ao longo dos anos".


 

 


 


 


 


 


 

FONTE: /g1.globo.com

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