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Jonivaldo Castro

Mãe do Rio / PA

Exposição do Museu Goeldi apresenta a cultura do povo indígena Zo’é
Mostra “Zo’é rekoha: construindo o futuro na Terra Indígena Zo’é” marca o lançamento do Plano de Gestão Territorial e Ambiental do povo Zo’é, que vive no norte do Pará.
Exposição do Museu Goeldi apresenta a cultura do povo indígena Zo’é
Foto: Divulgação

Por G1 PA — Belém


 


 


A exposição “Zo’e rekoha: construindo o futuro na Terra Indígena Zo’é” convida os visitantes do Museu Goeldi, em Belém, para conhecer os modos próprios da gestão territorial do povo indígena Zo’é. A mostra entra em cartaz nesta quarta-feira (27).


Habitantes de densas florestas situadas no interflúvio dos rios Erepecuru e Cuminapanema, no norte do Pará, os Zo’é são atualmente 310 pessoas, que se distribuem entre mais de 40 pequenas aldeias. Sua terra foi demarcada e homologada em 2009, com 668.565 hectares.


Artefatos, fotografias, vídeos e desenhos, pela primeira vez reunidos numa exposição etnográfica, buscam difundir o modo de vida dos Zo’é, ilustrando aspectos importantes de suas formas de ocupação e gestão territorial.


Com curadoria da antropóloga e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Dominique Tilkin Gallois, a exposição inicia com as atividades realizadas na floresta, com destaque para a caça e pesca, e segue para as aldeias, onde os Zo’e se reúnem para realizar suas festas, produção de alimentos e elaboração de seus adornos corporais. O percurso termina com a apresentação da experiência de construção do seu Plano de Gestão Territorial e Ambiental, por meio do qual os Zo’é buscam consolidar parcerias para a defesa de seu território.


A exposição “Zo’e rekoha: construindo o futuro na Terra Indígena Zo’é” é resultado de uma parceria entre a comunidade indígena Zo’é, o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé), a Frente de Proteção Etnoambiental Cuminapanema (FPEC), da Fundação Nacional do Índio (Funai), e o Museu Paraense Emílio Goeldi, com apoio do Projeto Bem Viver Sustentável, apoiado pelo Fundo Amazônia/BNDES, e da Rainforest Foundation Noruega.


Em situação de recente contato, os Zo’é convivem com agentes de assistência governamental há apenas três décadas, mantendo vigorosamente suas formas de organização social e territorial. As florestas, os rios e igarapés de sua terra estão bem conservados, garantindo a qualidade de seu modo de vida e autonomia na produção de sua alimentação.


Ao longo dos últimos anos, ameaças se aproximaram dos limites da terra demarcada e invasões começaram a ocorrer. É nesse contexto que os Zo’é, assim como outros povos indígenas que vivem na Amazônia, iniciaram um processo de discussão e elaboração de um Plano de Gestão Territorial e Ambiental, em que explicam suas prioridades para o futuro e definem as diretrizes para defender a integridade de sua terra e, portanto, de sua qualidade de vida. Este é o tema desta exposição.


Serviço


Exposição “Zo’é rekoha: construindo o futuro na Terra Indígena Zo’é” e lançamento do Plano de Gestão Territorial e Ambiental da TI Zo’é, em cartaz na Rocinha, Parque Zoobotânico do Museu Goeldi. Visitação: terça a domingo, de 9h às 17h. A exposição ficará aberta para visitação até abril de 2020.


 

FONTE: https://g1.globo.com/pa

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