Veja o que diz nova carta de Trump à Bolsonaro

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro por meio de uma carta oficial divulgada nesta quinta-feira, 17 de julho. No documento, com o timbre da Casa Branca, Trump critica severamente o sistema judiciário do Brasil e sugere possíveis novas sanções ao país, incluindo restrições comerciais.

A manifestação acontece em meio a um clima de tensão diplomática, poucos dias após o governo norte-americano anunciar a aplicação de tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, medida interpretada como retaliação às posições recentes do governo brasileiro.

Leia o que diz a carta na íntegra:

“Eu vi o terrível tratamento que você está recebendo nas mãos de um sistema injusto voltado contra você. Este julgamento deve terminar imediatamente!

Não estou surpreso em vê-lo liderando nas pesquisas; você foi um líder altamente respeitado e forte que serviu bem ao seu país.

Compartilho seu compromisso de ouvir a voz do povo e estou muito preocupado com os ataques à liberdade de expressão, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, vindos do atual governo.

Manifestei veementemente minha desaprovação, tanto publicamente quanto por meio de nossa política tarifária.

É minha sincera esperança que o Governo do Brasil mude de rumo, pare de atacar oponentes políticos e acabe com seu ridículo regime de censura. Estarei observando de perto.”

A manifestação de Trump ocorre num momento em que as relações entre Brasil e Estados Unidos enfrentam tensão. Após o anúncio de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, o ex-presidente americano passou a relacionar decisões comerciais a questões políticas internas do Brasil. Ele classificou as acusações contra Bolsonaro como uma “caça às bruxas” e sugeriu que outras medidas econômicas punitivas ainda podem ser aplicadas.

O governo brasileiro reagiu oficialmente às declarações. O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, ressaltou que não existe vínculo entre processos do Judiciário e políticas tarifárias, destacando o compromisso do país com a separação entre os poderes.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, adotou uma posição mais crítica e classificou a carta de Trump como uma forma de chantagem. Para ela, o norte-americano estaria tentando condicionar a suspensão das tarifas a interferências nas decisões judiciais do Brasil, o que seria uma afronta à soberania nacional.

Bolsonaro, por outro lado, agradeceu publicamente o apoio. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ele leu trechos da carta de Trump e afirmou que o processo contra ele seria parte de uma estratégia para remover a principal liderança de direita do continente sul-americano.

Enquanto isso, o governo Lula tenta retomar o diálogo diplomático com os Estados Unidos. Uma carta foi enviada à Casa Branca para tratar das relações comerciais, mas, até o momento, não houve resposta formal.

Fontes ligadas a Trump indicam que o ex-presidente americano, por ora, não pretende dialogar diretamente com Lula, embora não descarte a possibilidade de futuras negociações.

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