
A cantora, atriz, apresentadora e empresária Preta Maria Gadelha Gil Moreira, filha do músico Gilberto Gil, morreu em 20 de julho de 2025, aos 50 anos, em Nova York, onde realizava um tratamento contra um câncer de cólon em estágio avançado.
Desde o diagnóstico, em janeiro de 2023, ela enfrentava uma dura batalha contra a doença, que evoluiu para metástase em linfonodos e outras regiões do corpo. Após cirurgia em agosto de 2024 para remoção dos tumores, Preta iniciou um tratamento experimental nos Estados Unidos em maio de 2025.
A morte foi confirmada oficialmente em nota publicada pela família nas redes sociais no dia 21 de julho. Gilberto Gil, seu pai, lamentou publicamente a perda e pediu respeito à dor da família.
Polêmicas e exposição pública
Ao longo de sua carreira, Preta Gil esteve envolvida em polêmicas que chamaram atenção da mídia e do público. Uma das mais comentadas foi sua separação do ex-marido Rodrigo Godoy, após a descoberta de uma traição durante o tratamento contra o câncer. A situação expôs o lado mais íntimo de sua vida em um momento de fragilidade, o que dividiu opiniões nas redes sociais. Ela também protagonizou debates acalorados em torno do corpo feminino, sexualidade, liberdade artística e enfrentamento de discursos preconceituosos.
Boato sobre sua morte gerou revolta
Em fevereiro de 2025, enquanto ainda lutava contra a doença, Preta foi vítima de uma fake news que afirmava sua morte. A notícia falsa se espalhou rapidamente pelas redes sociais e causou grande comoção, levando a artista a se pronunciar pessoalmente. “Tô vivíssima, gente”, disse ela em uma publicação, demonstrando indignação com a crueldade e irresponsabilidade da divulgação de uma informação sem fundamento. Na ocasião, ela também compartilhou detalhes sobre sua recuperação e os desafios diários do tratamento.
Legado e trajetória artística

Preta Gil iniciou sua carreira musical em 2003 com o álbum “Prêt-à-Porter”, que marcou sua estreia ao reunir elementos de MPB, pop e samba com letras sobre amor, autoestima e liberdade. Ao longo dos anos, consolidou-se como defensora da diversidade e da inclusão, sendo referência no combate ao preconceito.
Além da música, atuou em novelas, apresentou programas de TV como “Esquenta!” e participou do “The Voice Brasil”. Também fundou a agência Mynd, voltada para influenciadores digitais, consolidando-se como empreendedora e referência na indústria do entretenimento.

