Investigadores russos estão seguindo várias linhas de investigação, incluindo um possível envolvimento da inteligência ucraniana.
Um general russo foi morto em um atentado com carro-bomba em Moscou na segunda-feira, e os investigadores suspeitam que a inteligência ucraniana possa estar por trás do ataque.
O atentado teve como alvo o tenente-general Fanil Sarvarov, chefe da Diretoria de Treinamento Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, que faleceu em decorrência dos ferimentos. Ele foi o terceiro oficial militar russo de alta patente morto em um atentado a bomba este ano.
“Os investigadores estão seguindo diversas linhas de investigação em relação ao assassinato. Uma delas é a de que o crime foi orquestrado pelos serviços de inteligência ucranianos”, disse Svetlana Petrenko, porta-voz do Comitê de Investigação da Rússia.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o presidente Vladimir Putin foi imediatamente informado sobre o assassinato de Sarvarov.
Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, Sarvarov já havia lutado na Chechênia e participado da campanha militar de Moscou na Síria.
As forças ucranianas ainda não assumiram a responsabilidade pelo ataque.
Antes de Sarvarov, a Rússia perdeu o chefe de sua força de proteção nuclear, biológica e química, o tenente-general Igor Kirillov, em um atentado semelhante no início deste ano. As forças ucranianas assumiram a responsabilidade por esse ataque.
O tenente-general Yaroslav Moskalik, oficial militar russo, também foi morto por um atentado com carro-bomba em Moscou, em abril.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, disse após o ataque que havia recebido relatos sobre a “liquidação” bem-sucedida de líderes militares russos, embora não tenha mencionado Moskalik diretamente.
O bombardeio de segunda-feira ocorre enquanto a Ucrânia, a Rússia e os EUA continuam em negociações de paz. Autoridades russas afirmaram no domingo que as negociações estavam progredindo “construtivamente”, mesmo com a chuva de mísseis sobre a cidade portuária ucraniana de Odessa.
Putin também observou na sexta-feira que as “tropas do país estão avançando” e expressou confiança de que a Rússia alcançará seus objetivos pela força militar se a Ucrânia não aceitar seus termos de paz.
“Os objetivos da operação militar especial serão, sem dúvida, alcançados. Preferiríamos atingir esse objetivo e abordar as causas profundas do conflito por meios diplomáticos”, afirmou.

