
Na última sexta-feira, 18 de julho de 2025, o voo Delta Connection 3788 — operado pela SkyWest Airlines — precisou realizar uma manobra evasiva brusca durante a aproximação ao aeroporto de Minot, Dakota do Norte, para evitar um possível choque com um bombardeiro B‑52 da Força Aérea americana pertencente à base de Minot AFB.
Um encontro perigoso
O avião partiu de Minneapolis–Saint Paul em rota para Minot quando o piloto avistou inesperadamente o bombardeiro no caminho, em uma trajetória convergente. Sem aviso prévio, recebeu ordens confusas dos controladores da torre visual do aeroporto — que não conta com radar próprio — e optou por desviar por trás da aeronave militar. Ao pousar, o piloto se desculpou com os passageiros e expressou frustração pela falta de alerta antecipado, ressaltando a capacidade de radar da base aérea e ressaltando a falha no sistema de coordenação .
Transporte, passageiros e reação
No vídeo feito por um passageiro, o comandante explicou que não foi comunicado sobre o tráfego militar e que a torre havia se baseado apenas em vigilância visual. Descreveu o evento como “não normal” e se disse surpreso com a ausência de luz verde para a aproximação, por parte dos controladores da Minot AFB. Apesar do susto, o voo pousou em segurança e os passageiros elogiaram a transparência da comunicação .
Investigações e implicações para a segurança
Autoridades da FAA e da Força Aérea confirmaram que investigações estão em curso. A FAA destacou que o controle do alto da torre em Minot é realizado por uma empresa privada, e o aeroporto não possui radar local, o que aumenta a dependência de sistemas regionais. Isso traz questionamentos sobre a coordenação entre tráfego civil e militar em áreas próximas a bases aéreas .
Contexto: preocupações crescentes com falhas no tráfego aéreo
Esse incidente intensifica os alertas sobre falhas recentes de coordenação entre aviões militares e comerciais nos EUA. Em Washington, D.C., uma tragédia envolvendo helicóptero militar e avião de passageiros em janeiro deixou 67 vítimas e reforçou os riscos de colisões em espaços aéreos congestionados. O caso de Minot parece seguir essa sequência preocupante .
A ação rápida do piloto da Delta evitou o pior, mas escancarou uma falha grave de comunicação: aviões militares autorizados para voos públicos podem cruzar rotas civis sem aviso prévio. Enquanto as investigações seguem, cresce o debate sobre a necessidade de controle de tráfego mais integrado e vigilância radar em aeroportos regionais que operam com frequência de voos compartilhada por forças militares e civis.

