Inflação brasileira se recupera em setembro apesar da queda nos preços dos alimentos

SÃO PAULO, 9 de outubro (Reuters) – A inflação no Brasil retomou o crescimento em setembro, apesar da queda contínua nos preços dos alimentos, mostraram dados do IBGE divulgados nesta quinta-feira.
Os preços ao consumidor na maior economia da América Latina subiram 0,48% em setembro, ante uma queda de 0,11% em agosto, informou a agência. O resultado ficou ligeiramente abaixo da expansão de 0,52% prevista por economistas em pesquisa da Reuters.
O grupo alimentação e bebidas, que é o componente de maior peso na cesta de inflação, caiu 0,26% no mês, marcando a quarta queda consecutiva, informou o IBGE.
“O grupo alimentação no domicílio continua apresentando variações negativas, dada a maior oferta de produtos”, afirmou em nota o gerente de pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves.
Nos 12 meses até setembro, os preços ao consumidor subiram 5,17%, acelerando em relação aos 5,13% de agosto. O Banco Central do Brasil tem como meta a inflação de 3%, com uma faixa de tolerância de 1,5 ponto percentual em qualquer direção.
“O quadro geral continua favorável. A leve recuperação de setembro reflete principalmente os efeitos de base, enquanto os indicadores prospectivos apontam para uma desinflação contínua nos próximos meses”, disse o economista-chefe para a América Latina da Pantheon Macroeconomics, Andrés Abadia.
Em sua última decisão de política monetária no mês passado, o banco central manteve as taxas de juros estáveis ​​em 15%, a mais alta em quase 20 anos, e sinalizou que as manteria inalteradas por um longo tempo.

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