Israel e Irã: brasileiros vivem dias de terror em meio à guerra…

Imagem da Internet

O conflito entre Israel e Irã escalou nos últimos dias com bombardeios que aterrorizaram as duas populações. O UOL ouviu brasileiros, israelenses e iranianos que contaram das mudanças na rotina e a nova realidade da vida sob guerra.

O que aconteceu
Comerciante brasileiro fugiu do Irã por terra. Mateus estava em Teerã no momento em que ocorreu um bombardeio israelense. Ele precisou fugir de táxi para cruzar a fronteira da Turquia.

Correndo para esconderijo. Uma brasileira residente em Israel, que não quis se identificar, estava amamentando seu filho de colo quando teve que correr para se esconder. “Não é a primeira guerra que passamos, não é o primeiro sufoco, não é a primeira vez…

Mateus estava hospedado a 3 km de distância de uma das áreas que foram bombardeadas. “Nunca achei que teria uma guerra. Até agora eu não acredito. Eu estou chocado”, declarou. O brasileiro estava a trabalho em Teerã há mais de um mês.

Com o espaço aéreo fechado, única opção para sair do Irã é por via terrestre. A princípio seu plano era seguir com seus colegas iranianos para o norte do país, na cidade de Qaem Shahr, em Mazandaran. Porém, um de seus amigos, Hebraim, o convenceu a deixar o país e o ajudou a conseguir um táxi até a fronteira com a Turquia.

O recado do amigo foi claro: “Sua família não está aqui, você precisa ir embora. Por mais que você ame o país, vá para sua terra…

Solidariedade em meio à guerra. O brasileiro contou que todos os iranianos conseguiram cruzar a fronteira sem burocracias e exaltou a solidariedade do povo em um momento de guerra. Ao chegar na Turquia foram recebidos por turcos que ofereciam corridas para levá-los a cidades próximas, como Van, que possui um terminal de ônibus, possibilitando a chegada dos fugitivos a locais que estão com o espaço aéreo aberto.

Conflito em tempo real
Brasileira em Israel ainda espera a paz. “Eu realmente sinto que estou vivendo em tempo real o conflito que pode mudar a geopolítica do Oriente Médio, diz Alexandra Briganti, que se mudou para Israel em 2020. “Torcendo muito para que o povo israelense…

ida em bunkers em Israel
Mães temem pela vida dos filhos. Marina Mesri, israelense e mãe de dois filhos, disse que precisa correr três andares abaixo com eles toda vez que as sirenes tocam. “Eles estão acostumados, como se isso fosse a vida”.

Eles foram com o pai para viajar um pouco, apenas para sair por meia hora para respirar. Um alarme tocou e eles precisaram encontrar um abrigo. Logo após o alarme, veio uma bomba. Eu expliquei que o alarme está salvando nossas vidas, mas é muito para crianças pequenas entenderem. Estou com medo e eu rezo por eles, não por mim. Marina Mesri

Perda de entes próximos para a guerra. Yosef, parente de Marina, perdeu a vida em campo. Ele tinha 22 a…

Delaram disse que viu explosões muito próximas às casas. A estudante gravou um bombardeio a poucos metros do próprio lar, e decidiu sair de Teerã após a terceira noite de explosões.

Sair e deixar a família no Irã. “É um sentimento nojento ter a possibilidade de sair enquanto toda a minha família e parentes ainda estão no Irã. Ainda estou preocupada com o que Israel é capaz de fazer”, disse a jovem…

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