Protestos e tensão em Minneapolis após agente do ICE ferir imigrante venezuelano em operação de imigração

Uma nova onda de protestos tomou as ruas de Minneapolis na noite de quarta-feira (14) depois que um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) atirou e feriu um imigrante venezuelano na perna durante uma operação de fiscalização no norte da cidade.

O incidente ocorreu durante uma abordagem de trânsito quando, segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), o homem tentou fugir em seu veículo antes de colidir com outro carro e escapar a pé. As autoridades afirmam que, ao ser alcançado pelos agentes, o venezuelano — que estaria no país de forma irregular — resistiu à prisão e entrou em confronto físico com o agente.

De acordo com a versão oficial, duas outras pessoas saíram de um apartamento próximo e atacaram o agente com uma pá de neve e um cabo de vassoura, forçando o policial a disparar em legítima defesa, atingindo o imigrante na perna.

O homem ferido foi levado ao hospital com lesões sem risco de vida, e outras duas pessoas envolvidas no confronto foram detidas pelas autoridades federais.

O episódio gerou indignação na cidade, que já enfrenta um clima de tensão após a morte de Renee Nicole Good, uma cidadã americana de 37 anos, baleada por um agente do ICE no início do mês durante outra operação de imigração — evento que também resultou em grandes protestos e críticas à atuação federal.

Manifestantes se reuniram próximo ao local do tiroteio desta quarta-feira e entraram em confronto com a polícia local, que utilizou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Alguns grupos lançaram fogos de artifício e outros objetos contra os agentes enquanto exigiam respostas e maior responsabilização das forças federais.

Líderes locais, incluindo o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, pediram calmaria, mas também criticaram a presença e as táticas do ICE na cidade, que têm sido alvo de crescente oposição popular. Autoridades estaduais e defensores dos direitos civis afirmam que a intensificação das operações de imigração está “alimentando o caos” e aumentando a polarização na região.

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