
O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, deixou temporariamente a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre uma pena de 27 anos e três meses de prisão pelo seu papel no plano golpista de 8 de janeiro de 2023, para ser internado em um hospital e passar por cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral.
A autorização para a saída temporária foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após avaliação médica que recomendou a intervenção para aliviar dores e evitar complicações futuras. Bolsonaro foi escoltado pela Polícia Federal na manhã de 24 de dezembro de 2025 e rapidamente transferido para o Hospital DF Star, em Brasília, onde foi submetido ao procedimento cirúrgico.
Segundo o cirurgião responsável, o procedimento tem complexidade moderada e estava programado para ocorrer no período de Natal, com previsão de internação entre cinco e sete dias, dependendo da evolução clínica. Durante o período da cirurgia e internação, o ex-presidente permanece sob vigilância da Polícia Federal e com restrições no uso de aparelhos eletrônicos no quarto hospitalar.
Após a cirurgia de hérnia, Bolsonaro enfrentou episódios de crises persistentes de soluços, o que levou os médicos a realizarem um procedimento adicional para bloqueio do nervo frênico, responsável pelos movimentos do diafragma, a fim de controlar os espasmos.
A equipe médica informou que o ex-presidente está estável e deve permanecer internado até o início de janeiro de 2026, com expectativa de retorno ao regime prisional após a alta, caso sua recuperação prossiga sem intercorrências.
Durante a internação, a esposa de Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, tem sido uma das poucas pessoas autorizadas a acompanhar o tratamento. A condição de saúde do ex-chefe de Estado tem sido monitorada de perto, especialmente em função de outros problemas clínicos derivados de ferimentos anteriores sofridos em um atentado durante a campanha eleitoral de 2018.

