
O youtuber e humorista Felca, que conta com mais de 4 milhões de inscritos em seu canal, divulgou na última quarta-feira (6) um vídeo que já ultrapassa 15 milhões de visualizações e reúne mais de 100 mil comentários. No conteúdo, ele denuncia casos de suposta “adultização” e exploração de menores na produção de vídeos online, apontando diretamente o influenciador digital Hytalo Santos como um dos envolvidos. Segundo Felca, Hytalo teria utilizado a imagem de adolescentes, como a jovem Kamylla Santos, de 17 anos, em contextos considerados sensuais.
As acusações ganharam ainda mais repercussão após a conta de Hytalo Santos no Instagram ser desativada na sexta-feira (8), em meio às novas polêmicas. Felca destacou que optou por não inserir anúncios no vídeo, recebendo elogios de seguidores pela postura.
O caso já está sob investigação do Ministério Público da Paraíba (MPPB), que apura se os conteúdos publicados por Hytalo ferem o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A apuração foi aberta em 2024, a partir de denúncias feitas ao Disque 100, e busca determinar se houve exposição de jovens a situações de cunho sexualizado. Entre as ações do inquérito, está a escuta de adolescentes e de seus responsáveis, conduzida pelo promotor João Arlindo Corrêa Neto. O processo corre sob sigilo.
Em defesa, Hytalo Santos nega todas as acusações e afirma colaborar integralmente com as autoridades. Segundo ele, as mães das adolescentes participam e autorizam as gravações. Apesar de “adultização” não ser um crime tipificado na legislação brasileira, o ECA combate práticas que possam expor crianças e adolescentes a constrangimento, exploração, violência ou qualquer forma de negligência, reforçando seu direito à proteção integral e reconhecendo sua condição especial de desenvolvimento.
O Ministério Público é a instituição responsável por garantir esses direitos e tem a prerrogativa de propor medidas para resguardar o bem-estar e a dignidade de menores de idade. No caso de Hytalo Santos, o objetivo da investigação é confirmar se houve ou não violações legais no material produzido.

